Categoria: Nacionais

Auditorias no grupo Varig entre 2003/04 indicam que, em apenas quatro anos, a partir do fim dos anos 90, a companhia teve perdas de R$ 160 milhões em negócios realizados por cinco controladas: Varig Log, Varig Travel, Varig Agropecuária, Rotatur e Tropical de Hotéis. O período coincide com a fase em que o principal dirigente do grupo era Yutaka Imagawa, afastado em meados de 2003. A investigação foi feita a pedido do conselho de curadores da Fundação Ruben Berta, que assumiu o comando do grupo após sua queda. Embora o levantamento, conduzido em diferentes etapas por Ernst & Young, Kroll e Demarest & Almeida, tenha sido concluído em 2004, seu resultado permanecia em segredo até agora. Imagawa refuta as acusações. “Se teve algum executivo da Varig que nunca se locupletou, fui eu”, afirma. As operações mais polêmicas são as da Varig Travel, agência turística criada em parceria com os irmãos Humberto e Walter Folegatti, hoje donos da companhia aérea BRA, que acaba de fazer sua estréia em vôos regulares. A VT foi liquidada em 2003 e teria ocasionado perdas de R$ 70 milhões à Varig. Ontem, a assembléia de credores da Varig rejeitou a venda do controle da Fundação Ruben Berta Participações (FRB-PAR) para a Docas Investimentos, de Nelson Tanure, e aprovou o plano de recuperação judicial da companhia. Com isso, está aberto o caminho para investidores com interesse na aérea, como TAP e Matlin Patterson, apresentarem ou detalharem suas propostas de participação na empresa.

Data de publicação: 27/12/2005
Fonte/Autor: Valor Econômico / Raquel Balarin e Vanessa Adachi, Janaina Vilella

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