Categoria: IBGT na Mídia

A semana promete ser decisiva para a Parmalat no Brasil. Os interventores judiciais devem ceder espaço para que a matriz italiana recupere poder na empresa e comece a reestruturar as operações no país – algo que inclui a venda de ativos.

Na quarta-feira, uma assembléia geral extraordinária da Parmalat Alimentos deve restaurar o conselho de administração. O órgão foi extinto quando o juiz Carlos Henrique Abrão, da 42ª Vara Cível de São Paulo, decretou a intervenção, no dia 11 de fevereiro.

Parte dos cargos será preenchida por representantes do acionista majoritário, afastados da empresa desde então. Outra parte pelos atuais interventores. Na última sexta-feira, a lista dos novos conselheiros já estava decidida. Mas dependia de aprovação do Ministério Público.

Segundo o juiz Abrão, a Íntegra, consultoria contratada pela Parmalat, também precisa provar por meio de documentos que representa a matriz no Brasil.

Sócio da Íntegra, Nelson Bastos deve ser escolhido para a presidência do conselho. Embora não confirme que assumirá o cargo, ele já tem planos para a empresa. O primeiro passo será a venda de ativos não-operacionais para levantar capital de giro. Na avaliação de Bastos, alguns imóveis, equipamentos ociosos e máquinas relacionadas a linhas de produção não-rentáveis podem ser vendidos no curto prazo.

Fonte ligada ao processo diz que a Parmalat precisa de R$ 50 milhões mensais em capital de giro.

A venda desses bens e a busca de empréstimos tem como objetivo obter fôlego num primeiro momento. O passo seguinte será a venda de ativos operacionais. Segundo Bastos, serão oferecidos inicialmente os segmentos que não geram caixa. Ele não diz quais setores são esses.

Especialistas citam as áreas de atomatados e biscoitos como as menos importantes para a empresa. O ex-presidente da Adria Sérgio Almeida diz que a Parmalat nunca conseguiu se estruturar nesses dois mercados e deveria se concentrar em lácteos e sucos.

Em encontro com credores na sexta-feira, o interventor na Itália, Enrico Bondi, disse que o total de empresas do grupo cairá de 132 para 77. O número de funcionários será reduzido à metade, para 17 mil pessoas. No Brasil, há cerca de 6 mil empregados. O escopo de atuação da multinacional será reduzido dos 30 países onde tem atividades hoje para apenas dez.

Não foi especificado se o Brasil está entre eles. Mas o país não foi incluído nos mercados prioritários da empresa no plano de reestruturação divulgado na semana retrasada.

Bastos diz não saber o que será feito das operações no Brasil. O cenário só ficará claro depois que for resolvida a disputa judicial entre os interventores e a matriz pelo controle da subsidiária.

“Normalizada a vida institucional, a Parmalat vai encontrar espaço para atender seus clientes, que permanecem fiéis”, ressalta. A assembléia será um passo nessa direção, mas dificilmente significará o fim da intervenção na empresa.

A semana promete ser decisiva para a Parmalat no Brasil. Os interventores judiciais devem ceder espaço para que a matriz italiana recupere poder na empresa e comece a reestruturar as operações no país – algo que inclui a venda de ativos.

Na quarta-feira, uma assembléia geral extraordinária da Parmalat Alimentos deve restaurar o conselho de administração. O órgão foi extinto quando o juiz Carlos Henrique Abrão, da 42ª Vara Cível de São Paulo, decretou a intervenção, no dia 11 de fevereiro.

Parte dos cargos será preenchida por representantes do acionista majoritário, afastados da empresa desde então. Outra parte pelos atuais interventores. Na última sexta-feira, a lista dos novos conselheiros já estava decidida. Mas dependia de aprovação do Ministério Público.

Segundo o juiz Abrão, a Íntegra, consultoria contratada pela Parmalat, também precisa provar por meio de documentos que representa a matriz no Brasil.

Sócio da Íntegra, Nelson Bastos deve ser escolhido para a presidência do conselho. Embora não confirme que assumirá o cargo, ele já tem planos para a empresa. O primeiro passo será a venda de ativos não-operacionais para levantar capital de giro. Na avaliação de Bastos, alguns imóveis, equipamentos ociosos e máquinas relacionadas a linhas de produção não-rentáveis podem ser vendidos no curto prazo.

Fonte ligada ao processo diz que a Parmalat precisa de R$ 50 milhões mensais em capital de giro.

A venda desses bens e a busca de empréstimos tem como objetivo obter fôlego num primeiro momento. O passo seguinte será a venda de ativos operacionais. Segundo Bastos, serão oferecidos inicialmente os segmentos que não geram caixa. Ele não diz quais setores são esses.

Especialistas citam as áreas de atomatados e biscoitos como as menos importantes para a empresa. O ex-presidente da Adria Sérgio Almeida diz que a Parmalat nunca conseguiu se estruturar nesses dois mercados e deveria se concentrar em lácteos e sucos.

Em encontro com credores na sexta-feira, o interventor na Itália, Enrico Bondi, disse que o total de empresas do grupo cairá de 132 para 77. O número de funcionários será reduzido à metade, para 17 mil pessoas. No Brasil, há cerca de 6 mil empregados. O escopo de atuação da multinacional será reduzido dos 30 países onde tem atividades hoje para apenas dez.

Não foi especificado se o Brasil está entre eles. Mas o país não foi incluído nos mercados prioritários da empresa no plano de reestruturação divulgado na semana retrasada.

Bastos diz não saber o que será feito das operações no Brasil. O cenário só ficará claro depois que for resolvida a disputa judicial entre os interventores e a matriz pelo controle da subsidiária.

“Normalizada a vida institucional, a Parmalat vai encontrar espaço para atender seus clientes, que permanecem fiéis”, ressalta. A assembléia será um passo nessa direção, mas dificilmente significará o fim da intervenção na empresa.

Data de publicação: 29/03/2004
Fonte/Autor: VALOR ECONÔMICO – Talita Moreira e Carolina Mandl De São Paulo

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