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Os principais bancos nos Estados Unidos podem ter mascarado seus níveis de risco nos últimos cinco trimestres, baixando temporariamente suas dívidas pouco antes de divulgarem seus resultados, de acordo como Federal Reserve de Nova York. A informação foi divulgada na edição de ontem do Wall Street Journal. O grupo que teria adotado a prática é formado por 18 bancos, entre eles Goldman Sachs, Morgan Stanley, JP Morgan Chase, Bank of America e Citigroup.

O jornal sugereque a prática é um sintoma da crise de 2008, que trouxe à tona altos níveis de dívida e risco dos bancos. Agora, no processo de recuperação do país, a preocupação é de que um banco exibindo alto risco possa ver seu rating sendo prejudicado. “Os bancos, que divulgam publicamente os dados sobre dívida no final de cada trimestre, voltam a aumentar o nível da dívida no meio do trimestre”, disse o Wall Street Journal.

“Um banco quer que sua alavancagem pareça melhor ao fim decada trimestre do que foi realmente ao longo dos três meses, para sugerir que ele está tomando menos risco”, disse William Tanona, ex-analista do Goldman Sachs e atual chefe de pesquisa da Collins Stewart, ao Wall Street Journal.

Segundo o jornal, não há, na verdade, nada de ilegal com a prática, embora isso queira dizer que na maior parte do tempo os investidores continuam a ter pouca noção dos riscos que qualquer banco esteja tomando.

OESP – 10.04.2010

Agora que a Securities and Exchange Commission (SEC) acusou a Morgan Keegan de supervalorizar fraudulentamente títulos hipotecários de alto risco ( “subprime” ) em vários de seus fundos de investimento, há um ator importante nessa saga que ainda não deu um pio.

Trata-se da PricewaterhouseCoopers (PwC), uma das quatro grandes firmas de auditoria que abençoou as demonstrações financeiras dos fundos referentes ao ano fiscal de 2007. O engraçado é que, ao menos oficialmente, a PwC continua firme em sua posição de que nada havia de errado com os números dos fundos. Isso é muito mais difícil de acreditar, agora, do que poderia ter sido antes da semana retrasada.

A SEC não foi a única agência reguladora que apresentou uma denúncia acusando a Morgan Keegan de enganar investidores. O mesmo fez a Financial Industry Regulatory Authority, cujas alegações centraram-se nos materiais de marketing e de venda dos fundos. O mesmo também fizeram agências reguladoras de valores mobiliários nos Estados do Alabama, Kentucky, Mississippi e Carolina do Sul, que, juntas, estimaram em cerca de US$ 2 bilhões o total de prejuízos dos investidores.

Até agora, a PwC ainda não retirou sua chancela de quaisquer de seus pareceres de auditoria para 2007 sobre a contabilidade dos fundos. Um porta-voz da PwC, Steven Silber, não quis comentar. Os fundos, não estão mais sob gestão da Morgan Keegan, que cancelou seu contrato com a PwC em 2008.

As acusações da SEC, que também citam um ex e um atual funcionário da Morgan Keegan como réus, enfocam cinco fundos cujos valores despencaram depois que a crise das hipotecas ganhou força em 2007. Em um caso, os fatos descritos pela SEC sugerem que a PwC pode ter perdido uma possível oportunidade de identificar a suposta fraude durante seu trabalho de auditoria de fim de ano.

Entre outras coisas, a acusação da SEC diz que o gestor da carteira do fundo manipulou cotações que obteve de pelo menos uma corretora não identificada, ao mensurar o valor dos títulos em poder do fundo. Por vezes, o gestor persuadiu um funcionário da corretora a fornecer cotações que superavam os valores dos títulos. Outras vezes, ele conseguiu que o funcionário se certificasse de que sua firma se absteria de fornecer cotações inferiores aos valores inscritos na contabilidade dos fundos, disse a SEC.

Um episódio em que a acusação da SEC menciona o auditor externo dos fundos ocorreu em 30 de março de 2007, último dia de negócios no ano fiscal para a maioria dos fundos. Segundo a denúncia, o auditor solicitou da corretora cotações de uma série de títulos nas carteiras dos fundos para a auditoria final do ano, inclusive de uma obrigação de dívida colateralizada chamada Knollwood. A corretora respondeu enviando as cotações um mês depois, mas não forneceu a cotação da Knollwood.

“Em consequência, o título Knollwood continuou a ser mantido em US$ 92, um preço superior a seu valor justo, no item valor patrimonial”, disse a SEC. O valor patrimonial é o número que mais interessa a investidores em fundos. A cadeia de eventos, conforme descrita pela SEC, sugere que a PwC pode não ter cumprido seu dever de dar seguimento à solicitação de informações, deixando de questionar a ausência da cotação dos títulos Knollwood.

Sabe-se lá por que a PwC não se absteve de chancelar os pareceres de auditoria dos fundos para o ano fiscal de 2007. O dever dos auditores é firmar cartas de opinião favorável apenas se obtiverem um “elevado nível de segurança” de que as demonstrações financeiras de um cliente estão apresentadas de forma imparcial, isso é o que dizem as normas de auditoria americanas. É difícil imaginar como a PwC pode sentir-se tão confiante, hoje, considerando que a SEC recém acusou seu ex-cliente de fraude contábil.

Talvez a PwC esteja aguardando o resultado final do processo iniciado pela SEC, que pode levar anos até um desfecho. Embora a SEC não tenha citado a PwC como ré, a empresa é alvo de uma ação legal iniciada por investidores no fundo. Assim, a PwC tem evidente interesse em evitar reconhecer que alguma das conclusões de suas auditorias possa estar errada.

A Morgan Keegan, corretora controlada pela Regions Financial, negou as acusações das agências competentes, assim como as pessoas citadas como réus nas denúncias. Em carta de 12 de abril aos clientes, John Carson, executivo-chefe, disse que a companhia “contestará a posição da SEC, porque acreditamos que os fundos foram geridos de acordo com o prospecto e as leis aplicáveis”.

Essa não é a primeira ação desse tipo iniciada pela SEC envolvendo um cliente da PwC. Em 2006, a SEC acusou um ex-sócio da PwC, Lawrence Stoler, de má conduta profissional por seu papel na aprovação de resultados falsificados por três fundos de hedge sob gestão da Lipper Holdings. Stoler, que não admitiu nem negou as alegações, aceitou, perante a comissão, permanecer impedido de atuar durante um ano. Edward Strafaci, gerente de portfólio de Lipper, foi condenado a seis anos de prisão.

Auditores logo tentaram vender a ideia de que não se pode esperar que eles detectem fraudes. Essa ideia nunca foi aceita pelo público em geral. Afinal, se os auditores não conseguem detectar fraudes, para que servem? Segundo as normas de auditoria nos EUA, o trabalho do auditor é certificar-se de que “as demonstrações financeiras estão isentas de distorções importantes, quer causadas por erro ou por fraude”. Em outras palavras, eles pelo menos têm de tentar.

Ou, como o influente contador britânico Lawrence Dicksee escreveu em seu livro de 1892, “Auditing”, um dos primeiros manuais sobre o assunto: “O auditor que é capaz de detectar fraudes é – tudo o mais mantido constante – um homem melhor do que o auditor incapaz de fazê-lo”. Dele não discordariam os investidores que perderam dinheiro nos fundos de investimento da Morgan Keegan. Pena que os auditores atuais não tenham lido seu livro.

Jonathan Weil, Bloomberg, de Nova York
As opiniões expressas neste artigo são pessoais.

Valor Economico, 19.04.2010

Saiu o resultado do teste de estresse. Dez bancos dos EUA requerem mais US$ 74,6 bilhões para continuar viáveis.
Quase ao mesmo tempo, o Citi anunciou que vai incorporar a seu capital boa parte dos US$ 45 bilhões em dinheiro estatal que recebeu. Com isso, o governo pode se tornar seu maior acionista.
De longe, quem necessita de mais capital é o Bank of America: R$ 33,9 bilhões, além dos US$ 45 bilhões que já recebeu do TARP (Programa de Resgate do Setor Financeiro do governo Bush).
Não chega a ser uma situação inquietante, como afirma o Valor em seu editorial desta sexta-feira.
Mas, claro, há dados preocupantes no documento. O RGE Monitor, boletim diário da consultoria do sempre sombrio Nouriel Roubini, ressalta por exemplo que a taxa total de calotes nos empréstimos bancários americanos chegou a 9,1%, um nível que excede o visto nos anos 30. Destaca, também, que ainda há perdas estimadas no setor de US$ 600 milhões para o biênio 2009-2010.
Roubini afirmara – três dias atrás, antes portanto de conhecer a situação real dos bancos – que os resultados do teste de estresse não iriam marcar o princípio do fim da crise financeira. Ele e Matthew Richardson publicaram um artigo no Wall Street Journal com um título que o resume bem: “Não podemos subsidiar os bancos para sempre: o governo tem que mostrar que pode lidar com grandes insolvências”.
A esta altura, você pode estar cansado dos resmungos de Roubini. Mas não o descarte. A revista Time incluiu o “Doutor Apocalipse” na sua lista das 100 pessoas mais influentes do mundo, e o texto que o exalta é assinado por ninguém menos que Paul Krugman. “Roubini às vezes erra? Claro. Todo mundo erra”, escreve o mais pop dos Nobel de Economia. Mas “seus alertas são baseados em sofisticadas modelagens e cuidadosa análise de dados e têm frequentemente se provado certos – não só no geral, mas nos detalhes.”
Por ora, no entanto, vamos nos concentrar nos fatos. Os reguladores americanos disseram a 10 dos maiores bancos dos EUA que eles devem levantar mais US$ 75 bilhões em capital extra, uma avaliação mais otimista do que o setor inicialmente temia, como explica o New York Times.
Outra reportagem do mesmo jornal sustenta que o teste de estresse desenha uma linha divisória através do cenário financeiro, entre as instituições mais fortes e as mais fracas. É a primeira vez que a diferença fica clara. E isso significa transparência para que governo e investidores privados possam separar o joio do trigo e, em última instância, decidir quem vai e quem não vai sobreviver.
Na madrugada desta sexta-feira, os mercados asiáticos se moveram para cima em resposta aos resultados do teste. Toquio subiu 0,5%, Hong Kong, 1%; Xangai, 1,09%, e Seul, 0,79%.
Vamos ver o que acontece nas próximas horas em Wall Street.

Bancos americanos falham no stress test
David Axelrod, um dos assessores do presidente Barack Obama, alertou que problemas muito sérios apareceram após testes de estresse serem realizados nos 19 maiores bancos dos Estados Unidos. Segundo o assessor, apesar de vários bancos provavelmente passarem por situações de extrema dificuldade e delicadeza, o governo do país possui as ferramentas disponíveis para evitar tal dificuldade. Como reforço pedindo atenção redobrada do investidor, Larry Summers (também assessor de Obama) acredita que a economia norte-americana por inteiro corre sérios riscos, apesar dos últimos sinais positivos divulgados pelo governo.

ADVFN 20.04.2009

Frangosul obtém liminares para adiar pagamento de perdas com derivativos
(Sérgio Bueno, de Porto Alegre)
A Doux Frangosul obteve liminares na Justiça do Rio Grande do Sul para segurar temporariamente o pagamento de perdas milionárias decorrentes de operações com derivativos contratadas no ano passado sem ser inscrita em cadastros de inadimplentes e de restrição ao crédito. A empresa ingressou na comarca de Montenegro com ações cautelares contra os bancos UBS Pactual e Merrill Lynch, mas teve que depositar R$ 2,75 milhões em juízo e oferecer um imóvel como caução para tocar os processos.
As operações de “swap” foram contratadas para proteger as receitas em reais obtidas com as exportações, que representam quase 80% do faturamento da multinacional francesa no Brasil, num cenário de desvalorização do dólar. Com a súbita alta da moeda americana, porém, a empresa passou a amargar pesados prejuízos e tornou-se devedora das instituições financeiras, o que a levou a impetrar as ações em dezembro de 2008 e janeiro deste ano.
O Merrill Lynch cobra cerca de R$ 50 milhões da empresa e o UBS, outros R$ 20 milhões. O contrato com o UBS previa que a Doux teria valores a pagar se o dólar superasse a cotação de R$ 1,73 na data de vencimento, em 18 de dezembro do ano passado, quando a cotação fechou em R$ 2,35. Mas, antes da valorização da moeda americana, a companhia já teria obtido ganhos de R$ 15 milhões em outras operações realizadas com o banco.
Procurada pelo Valor, a empresa informou por intermédio de sua assessoria de imprensa que não iria comentar os processos. A Doux ainda não publicou o balanço referente ao exercício de 2008, que deve apresentar uma dimensão mais aproximada da perda global com derivativos registrada no quarto trimestre do ano passado. Em 2007 o faturamento bruto da companhia havia sido de R$ 1,55 bilhão.
Para garantir o depósito judicial, o UBS teve de entrar com um agravo de instrumento após a concessão da liminar para a Doux em Montenegro. A instituição também recorreu ao Tribunal de Justiça do Estado (TJ) para tentar derrubar a liminar e executar a dívida, mas a Corte entendeu que não foi comprovado o risco de “lesão grave e de difícil reparação” e determinou o retorno do processo à comarca de origem.
Já o contrato com o Merrill Lynch previa que controvérsias entre as partes deveriam ser resolvidas em uma câmara de arbitragem. Por conta disso a comarca de Montenegro extinguiu o processo movido pela Doux mas depois, diante da apelação da empresa, concedeu efeito suspensivo para que a questão fosse reexaminada. Agora o banco deve recorrer para garantir a realização da arbitragem.

Arantes tenta renegociar dívida e já admite vender o controle
Grupo, que pediu recuperação judicial em janeiro, tem um débito total de R$ 1,3 bilhão
David Friedlander
 
“Quando tudo isso acabar, quero ficar uns dois anos sem ver carne na frente. Eu viro vegetariano.” Criado numa família de pecuaristas do interior de São Paulo, louco por churrasco, Aderbal Arantes Jr. não pensa seriamente em abandonar a picanha e o cupim. Mas sua frase ilustra o momento complicado do grupo Arantes, um dos maiores exportadores de carne do País, do qual ele é um dos donos. Desgastado na praça financeira desde que pediu recuperação judicial, em janeiro, ele agora procura uma reaproximação com os credores. Diz que deseja um acordo com os bancos e que aceita até vender o grupo para se livrar das dívidas.

O grupo deve R$ 1,1 bilhão a 24 bancos – o débito total é de R$ 1,3 bilhão. “Nossa intenção é sair do problema”, afirma Aderbal Arantes. “Se precisar vender parte, vendemos. Se precisar vender tudo, fazemos também. Só acho que agora o momento não é bom, porque as empresas do grupo estão muito depreciadas. O melhor seria remontar o grupo e negociar melhor lá na frente.”

Dono de marcas conhecidas, como Frigo Hans, Frigo Eder e Frango Sertanejo,o Arantes faturou R$ 1,6 bilhão no ano passado. Nos últimos dois meses, o grupo demitiu cerca de 3 mil pessoas e parou oito de suas treze unidades. Contratou a consultoria PricewaterhouseCoopers para prestar assessoria na reestruturação e na negociação com os credores. E o primeiro passo é reatar o diálogo com os bancos.

O relacionamento com eles azedou desde que o Arantes conseguiu levar a recuperação judicial para Nova Monte Verde, cidade de 8 mil habitantes no interior de Mato Grosso. O caso tem muitos pontos polêmicos. Um deles é a própria escolha da cidade, já que a sede do grupo fica em São José do Rio Preto (SP). Ligada ao resto do mundo por uma estrada de terra que fica intransitável quando chove forte, Nova Monte Verde nem juiz tinha.

Em razão da precariedade do lugar, os bancos entenderam essa opção como uma manobra para dificultar a defesa dos credores. A suspeita foi reforçada no mês passado, quando uma sentença enviada por fax pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso sumiu no cartório de Nova Monte Verde, induzindo a erro o então juiz responsável pelo caso. Por causa do erro, o magistrado determinou o bloqueio de R$ 300 milhões dos bancos credores do Arantes.

“Não houve má-fé na escolha da cidade”, afirma Aderbal Arantes. “Decidimos entrar em Nova Monte Verde porque lá fica nossa unidade mais importante e porque lá está a maioria de nossos credores (os criadores de gado).” Com a recuperação judicial emperrada na Justiça, Arantes afirma que deseja virar essa página.

Na semana passada, a Price reuniu os bancos para apresentar informações e iniciar o processo de reaproximação. “Dentro de aproximadamente duas semanas queremos chamar os bancos para uma segunda reunião e apresentar uma proposta”, afirma Francisco Brandão, da Price. “Queremos negociar, dentro ou fora de um processo de recuperação judicial.”

Até o aprofundamento da crise global, o grupo Arantes era tratado como uma estrela emergente pelo mercado financeiro. Pilotado pelo Bradesco, pelo Santander e pelo Credit Suisse, o grupo iniciou, dois anos atrás, um agressivo plano de crescimento e diversificação. Nesse período, foram investidos cerca de R$ 400 milhões.

A ideia era fazer o grupo crescer e buscar uma fusão com um outro frigorífico em novembro passado. A última etapa do plano era abrir o capital na Bolsa de Valores de São Paulo, captar uma bolada e repartir os lucros. A crise, porém, chegou antes e acabou com a festa.
FRASE

Aderbal Arantes Jr.
Presidente e um dos donos do Arantes

“Se precisar vender parte, vendemos. Se precisar vender tudo, fazemos também. Só acho que o momento agora não é bom, porque
as empresas do grupo estão muito depreciadas”
 
Fonte: O ESTADO DE S. PAULO – 09.04.09

Bloqueio de contas é ignorado por Suíça

Jamil Chade

A Justiça brasileira pediu o congelamento de contas na Suíça relacionadas à Operação Castelo de Areia, mas as autoridades de Berna até agora ignoraram o pedido e os ativos não foram bloqueados. Os suíços evitaram passar qualquer tipo de informação aos brasileiros sobre contas identificadas. Segundo a procuradora da República Karen Kahn, do Ministério Público Federal em São Paulo, a cooperação entre os dois países “não está funcionando”. Karen criticou a Associação dos Bancos Suíços, que, na semana passada, atacou a Justiça Federal alegando que ela faz apenas “um ato de pura relações públicas”. “Eles (os bancos) acham que o Brasil é a casa da sogra”, declarou a procuradora.

A investigação da Polícia Federal sobre crimes financeiros e suposta lavagem de dinheiro da construtora Camargo Corrêa aponta fraudes de R$ 30 milhões.

A Castelo de Areia identificou esquema de remessas suspeitas para contas no exterior. Por meio de sua assessoria de imprensa, o Ministério Público suíço afirmou desconhecer a investigação. “Não sabemos quem são os proprietários das contas”, disse a procuradora. “Por isso pedimos informações e mesmo o congelamento das contas. Mas nada disso ocorreu. Os suíços simplesmente não responderam.”

As suspeitas sobre remessas de ativos para a Suíça surgiram com a identificação do doleiro Kurt Paul Pickel como peça-chave do esquema. Suíço naturalizado brasileiro, associado da Câmara de Comércio Suíço-Brasileira, ele seria o “coordenador do fluxo de elevados valores enviados fraudulentamente ao exterior por ordem dos diretores da Camargo Corrêa”.

Fonte: O ESTADO DE S. PAULO – 02.04.09