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Falando um pouco mais do momento Brasil de JBS, agora que vai haver nova tentativa de leilão da mansão que pertenceu ao ex-dono do falido Banco Santos, vale lembrar a questão da impunidade de grandes criminosos do colarinho branco.

É estarrecedora a tamanha desfaçatez do ex-dono do falido Banco Santos que faz pouco da sociedade e do gigantesco aparato de Justiça/ ENCCLA/ Policia Federal e autoridades monetárias, da Fazenda, considerando que há mais de uma década, desde sua quebra em 2005, vive nababescamente, havendo despendido mais de R$ 25 milhões em espécie no Brasil nesses 12 anos (não pode ter conta bancária) sem que tenha sido pego em alguma operação da PF/Ministério Publico/Ministério da Fazenda/Coaf vez que essa montanha de dinheiro provavelmente chega às suas mãos através de fontes ilícitas como doleiros. Existem ainda outras dezenas de milhões em pagamentos a advogados etc. É porém mais grave ainda o fato de toda essa maquina investigativa e de controle do Estado não conseguir desvendar tão simples operação de chegar a um doleiro ou quem vem fazendo esses repasses de dezenas de milhões de forma ilícita e ininterrupta e durante mais de 10 anos no coração da maior cidade do País, São Paulo.

Os procedimentos ilícitos de Edemar Cid Ferreira e de seus ex-administradores, objeto de denúncia pelo Ministério Público Federal, tiveram seu enquadramento na Lei 7.492 de crimes contra o sistema financeiro e na Lei 9.613 de lavagem de dinheiro, com a condenação do ex-banqueiro a 21 anos de reclusão em 2005 – como esperado o processo ficou engavetado no TRF com ECF respondendo em liberdade claro, e por derradeiro, pasmem, anulado em maio de 2015. A esposa de Edemar Cid Ferreira, Márcia Cid Ferreira teve condenação confirmada pela Justiça em marco de 2013 a 5 anos e 4 meses de reclusão em processo por lavagem de dinheiro do Banco Santos através de empresas controladas sediadas em paraísos financeiros.

O Brasil é realmente um paraíso para as quadrilhas de perpetradores de grandes crimes financeiros e de lavagem de dinheiro apesar de todo a imensa estrutura da Justiça e de Leis (a ENCCLA por exemplo é formada por 70 instituições).

Bloqueio de contas é ignorado por Suíça

Jamil Chade

A Justiça brasileira pediu o congelamento de contas na Suíça relacionadas à Operação Castelo de Areia, mas as autoridades de Berna até agora ignoraram o pedido e os ativos não foram bloqueados. Os suíços evitaram passar qualquer tipo de informação aos brasileiros sobre contas identificadas. Segundo a procuradora da República Karen Kahn, do Ministério Público Federal em São Paulo, a cooperação entre os dois países “não está funcionando”. Karen criticou a Associação dos Bancos Suíços, que, na semana passada, atacou a Justiça Federal alegando que ela faz apenas “um ato de pura relações públicas”. “Eles (os bancos) acham que o Brasil é a casa da sogra”, declarou a procuradora.

A investigação da Polícia Federal sobre crimes financeiros e suposta lavagem de dinheiro da construtora Camargo Corrêa aponta fraudes de R$ 30 milhões.

A Castelo de Areia identificou esquema de remessas suspeitas para contas no exterior. Por meio de sua assessoria de imprensa, o Ministério Público suíço afirmou desconhecer a investigação. “Não sabemos quem são os proprietários das contas”, disse a procuradora. “Por isso pedimos informações e mesmo o congelamento das contas. Mas nada disso ocorreu. Os suíços simplesmente não responderam.”

As suspeitas sobre remessas de ativos para a Suíça surgiram com a identificação do doleiro Kurt Paul Pickel como peça-chave do esquema. Suíço naturalizado brasileiro, associado da Câmara de Comércio Suíço-Brasileira, ele seria o “coordenador do fluxo de elevados valores enviados fraudulentamente ao exterior por ordem dos diretores da Camargo Corrêa”.

Fonte: O ESTADO DE S. PAULO – 02.04.09