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29
janeiro
2009
SÃndico diz que Sul Fabril vale mais de R$ 86 milhões
O sÃndico da massa falida da Sul Fabril, Celso Zipf, afirma que o valor de venda empresa será superior a R$ 67,2 milhões, valor fixado na sentença do juiz Jaber Farah Filho,da Primeira Vara CÃvel de Blumenau. A decisão, do dia 26 de março, foi publicada na sexta-feira no Diário Oficial de Santa Catarina. Segundo Zipf, houve um equÃvoco na
redação da sentença,que incluiu o valor da marca nos R$ 67,2 milhões.
“O erro deve ser corrigido quando da publicação do edital, dentro de um mês. Os R$ 67,2 milhões se referem apenas ao imobilizado(quatro fábricas,equipamentos e imóveis). É preciso contabilizar também o valor da marca,que foi avaliada em cerca de R$19 milhõesâ€,diz Zipf. O valor total da empresa passa para mais de R$ 86 milhões.
De acordo com a decisão,os interessados em adquirir a massa falida da Sul Fabril terão 60 dias para apresentar a proposta após a publicação do edital. A compra tem de ser à vista e a empresa terá de ser vendida em lote único. “Fundamental é que,cuidando-se de uma empresa de grande porte em continuação de negócio, a venda não se dê de
maneira fatiada, o que redundaria na diminuição de seu valor totalâ€, diz a sentença. “A venda antecipada dos bens é, realmente, a melhor solução, pois privilegia o interesse dos credores, que poderão desde logo receber seus créditos, por ordem de classe e na devida proporção.â€
Na avaliação do juiz, a prosseguimento da operação da empresada forma como ocorre hoje iria “maximizar o impacto da ruÃna, em detrimentos dos credoresâ€.Farah Filho observou ainda que, no atual estágio,a empresa enfrente outras dificuldades como a impossibilidade de realizar vendas a prazo e obter financiamento ao mesmo custo de empresas concorrentes.
Credores, o sÃndico, o Ministério Público (MP) e o ex-dono, Gerhard Horst Fritzsche, ainda podem recorrer. O departamento jurÃdico da empresa não quis se pronunciar e os advogados de Fritzsche não foram localizados para comentar o caso.
Zipf se mostra aliviado com a decisão. Ele entende que, a partir davenda, a empresa poderá se recuperar e voltar a crescer.“Do jeito que estava não podÃamos realizar investimentos e o parque de produção poderia perder competitividadeâ€, lembra Zipf. “Estamos com um faturamento anual na ordem deR$ 60 milhões, cerca de 15% com origem em exportações,mas poderÃamos chegar a R$ 120 milhões porque estamos com as unidades de Gaspar e Rio do Sul paralisadasâ€, observa. As outras plantas da empresa, em Blumenau e Ascurra,empregam cerca de 1,1 mil funcionários.Com a falência, a empresa também ficou impedida de investir em publicidade.
A fabricante catarinense de confecções Sul Fabril teve a falência decretada em 1999. Apesar de falida continuou produzindo em suas plantas de Blumenau e Ascurra. Na metade da década de 90, chegou a contar com mais de quatro mil funcionários e ser uma das lÃderes nacionais do setor, mas em seguida teve inÃcio a época de decadência. Mesmo que a venda seja feita pelos R$86 milhões, os recursos arrecadados serão suficientes para pagar apenas parte da dÃvida que. Na datada falência, o total de pendências foi calculado em R$ 240 milhões. As dÃvidas trabalhistas somariam R$ 20 milhões. A empresa foi fundada em 1947 por Paulo Fritzsche, pai de Gerhard. Gerhard foi condenado a três anos de reclusão pelo juiz Moser Vhoss, da Vara Federal Criminal de Blumenau, acusado de apropriação indébita previdenciária. O recurso do empresário foi enviado na semana passada ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região.
Data de publicação: 05/04/2004
Fonte/Autor: Gazeta Mercantil – Caio Cigana de Porto Alegre










