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	<title>IBGT &#187; Sul Fabril</title>
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		<title>Síndico diz que Sul Fabril vale mais de R$ 86 milhões</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Jan 2009 19:13:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Gazeta Mercantil]]></category>
		<category><![CDATA[Sul Fabril]]></category>

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		<description><![CDATA[De acordo com a decisão,os interessados em adquirir a massa falida da Sul Fabril terão 60 dias para apresentar a proposta após a publicação do edital.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O síndico da massa falida da Sul Fabril, Celso Zipf, afirma que o valor de venda empresa será superior a R$ 67,2 milhões, valor fixado na sentença do juiz Jaber Farah Filho,da Primeira Vara Cível de Blumenau. A decisão, do dia 26 de março, foi publicada na sexta-feira no Diário Oficial de Santa Catarina. Segundo Zipf, houve um equívoco na<br />
redação da sentença,que incluiu o valor da marca nos R$ 67,2 milhões.</p>
<p>“O erro deve ser corrigido quando da publicação do edital, dentro de um mês. Os R$ 67,2 milhões se referem apenas ao imobilizado(quatro fábricas,equipamentos e imóveis). É preciso contabilizar também o valor da marca,que foi avaliada em cerca de R$19 milhões”,diz Zipf. O valor total da empresa passa para mais de R$ 86 milhões.</p>
<p>De acordo com a decisão,os interessados em adquirir a massa falida da Sul Fabril terão 60 dias para apresentar a proposta após a publicação do edital. A compra tem de ser à vista e a empresa terá de ser vendida em lote único. “Fundamental é que,cuidando-se de uma empresa de grande porte em continuação de negócio, a venda não se dê de<br />
maneira fatiada, o que redundaria na diminuição de seu valor total”, diz a sentença. “A venda antecipada dos bens é, realmente, a melhor solução, pois privilegia o interesse dos credores, que poderão desde logo receber seus créditos, por ordem de classe e na devida proporção.”</p>
<p>Na avaliação do juiz, a prosseguimento da operação da empresada forma como ocorre hoje iria “maximizar o impacto da ruína, em detrimentos dos credores”.Farah Filho observou ainda que, no atual estágio,a empresa enfrente outras dificuldades como a impossibilidade de realizar vendas a prazo e obter financiamento ao mesmo custo de empresas concorrentes.</p>
<p>Credores, o síndico, o Ministério Público (MP) e o ex-dono, Gerhard Horst Fritzsche, ainda podem recorrer. O departamento jurídico da empresa não quis se pronunciar e os advogados de Fritzsche não foram localizados para comentar o caso.</p>
<p>Zipf se mostra aliviado com a decisão. Ele entende que, a partir davenda, a empresa poderá se recuperar e voltar a crescer.“Do jeito que estava não podíamos realizar investimentos e o parque de produção poderia perder competitividade”, lembra Zipf. “Estamos com um faturamento anual na ordem deR$ 60 milhões, cerca de 15% com origem em exportações,mas poderíamos chegar a R$ 120 milhões porque estamos com as unidades de Gaspar e Rio do Sul paralisadas”, observa. As outras plantas da empresa, em Blumenau e Ascurra,empregam cerca de 1,1 mil funcionários.Com a falência, a empresa também ficou impedida de investir em publicidade.</p>
<p>A fabricante catarinense de confecções Sul Fabril teve a falência decretada em 1999. Apesar de falida continuou produzindo em suas plantas de Blumenau e Ascurra. Na metade da década de 90, chegou a contar com mais de quatro mil funcionários e ser uma das líderes nacionais do setor, mas em seguida teve início a época de decadência. Mesmo que a venda seja feita pelos R$86 milhões, os recursos arrecadados serão suficientes para pagar apenas parte da dívida que. Na datada falência, o total de pendências foi calculado em R$ 240 milhões. As dívidas trabalhistas somariam R$ 20 milhões. A empresa foi fundada em 1947 por Paulo Fritzsche, pai de Gerhard. Gerhard foi condenado a três anos de reclusão pelo juiz Moser Vhoss, da Vara Federal Criminal de Blumenau, acusado de apropriação indébita previdenciária. O recurso do empresário foi enviado na semana passada ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região.</p>
<p>Data de publicação: 05/04/2004<br />
Fonte/Autor: Gazeta Mercantil &#8211; Caio Cigana de Porto Alegre</p>
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